A precisão da luz ao serviço da saúde oral.

A Medicina Dentária a Laser permite tratar tecidos duros e moles com grande precisão, preservando estrutura saudável e reduzindo, em muitos casos, a necessidade de anestesia, de pontos e o desconforto pós-operatório.

Como funciona

Luz com um só comprimento de onda.

LASER é o acrónimo de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. Ao contrário da luz comum, a luz laser tem um único comprimento de onda, é coerente e pode ser focada com grande precisão.

Quando atinge os tecidos, a energia é absorvida por moléculas específicas — os cromóforos. A água e a hidroxiapatite predominam no esmalte, na dentina e no osso; a hemoglobina e a melanina, nos tecidos moles. Cada comprimento de onda tem uma afinidade diferente com cada cromóforo, e é essa relação que define o que um laser consegue — e não consegue — fazer.

Para além do equipamento, o resultado depende dos parâmetros: potência, energia por impulso, frequência, duração do impulso e refrigeração. Ajustá-los a cada tecido e a cada situação clínica é o que garante eficácia e segurança.

  • Corte e ablaçãoRemoção precisa de tecido duro ou mole, camada a camada.
  • CoagulaçãoSelagem de pequenos vasos durante o corte, com menos sangramento.
  • DescontaminaçãoRedução da carga bacteriana em bolsas, canais e implantes.
  • BioestimulaçãoEstímulo celular que favorece a cicatrização e alivia a dor.

Comprimentos de onda

Cada laser tem a sua indicação.

Água, hidroxiapatite, hemoglobina e melanina respondem a comprimentos de onda distintos. Selecione um laser para conhecer as suas características e indicações.

Laser de díodo

810–980nm

O laser mais versátil em tecidos moles. A sua energia é absorvida sobretudo por pigmentos, o que o torna eficaz em cirurgia, descontaminação e bioestimulação.

Absorvido sobretudo por
Hemoglobina e melanina
Tecidos
Moles
Indicações clínicas
  • Cirurgia de tecidos moles: frénulos, gengivoplastia
  • Descontaminação periodontal e endodôntica
  • Fotobiomodulação
  • Hipersensibilidade dentinária, aftas e herpes labial

Valores indicativos. Os parâmetros de cada tratamento são definidos individualmente, após avaliação clínica.

Tratamentos

Onde o laser faz a diferença.

O laser está indicado em várias áreas da Medicina Dentária — como técnica principal ou como complemento de outras abordagens.

Dentisteria e cárie dentária

Os lasers de érbio removem o tecido cariado de forma seletiva, com refrigeração por água e sem a vibração da broca convencional. Em muitos casos, a necessidade de anestesia local é reduzida.

A superfície tratada fica descontaminada e preparada para receber a restauração, preservando o máximo de estrutura dentária saudável.

Indicado, por exemplo, em: Cáries de pequena e média dimensão, selantes e restaurações preventivas, pacientes com receio da anestesia.

  • Er:YAG
  • Er,Cr:YSGG

Periodontologia

Na doença periodontal, o laser complementa a limpeza mecânica: reduz a carga bacteriana nas bolsas periodontais e favorece a resposta dos tecidos.

Indicado, por exemplo, em: Gengivite e periodontite, manutenção periodontal, gengivas que sangram.

  • Díodo
  • Nd:YAG
  • Er:YAG

Peri-implantite

A inflamação à volta dos implantes exige uma descontaminação cuidadosa da sua superfície. Os lasers de érbio permitem limpá-la sem a danificar e tratar os tecidos inflamados.

Indicado, por exemplo, em: Inflamação, sangramento ou perda de osso à volta de implantes dentários.

  • Er:YAG
  • Er,Cr:YSGG
  • Díodo

Cirurgia de tecidos moles

Frenectomias do lábio ou da língua, gengivoplastias, exposição de dentes inclusos ou remoção de pequenas lesões: o laser corta e coagula em simultâneo, o que reduz o sangramento e, frequentemente, dispensa pontos.

Indicado, por exemplo, em: Freio lingual ou labial curto, excesso de gengiva, pequenas lesões benignas.

  • Díodo
  • CO₂
  • Er:YAG
  • Nd:YAG

Endodontia

No tratamento de canais, a energia laser é usada como complemento da desinfeção, ajudando a reduzir bactérias em zonas do sistema canalar de difícil acesso aos instrumentos.

Indicado, por exemplo, em: Tratamentos e retratamentos endodônticos.

  • Díodo
  • Nd:YAG
  • Er:YAG
  • Er,Cr:YSGG

Hipersensibilidade dentinária

A sensibilidade ao frio, ao calor ou ao toque pode ser aliviada com a aplicação de laser sobre a dentina exposta, isoladamente ou em associação a agentes dessensibilizantes.

Indicado, por exemplo, em: Dor ao beber frio ou quente, raízes expostas, sensibilidade após branqueamento.

  • Díodo
  • Nd:YAG
  • Er:YAG

Aftas, herpes e lesões da mucosa

A aplicação de laser pode aliviar a dor das aftas e do herpes labial e acelerar a sua cicatrização. É também usado na remoção de lesões benignas da mucosa oral.

Indicado, por exemplo, em: Aftas recorrentes, herpes labial, pequenas lesões benignas.

  • Díodo
  • CO₂

Fotobiomodulação

Com baixa potência, a luz laser não corta: estimula as células. É usada para favorecer a cicatrização após cirurgias e extrações, aliviar a dor e a inflamação e como complemento no tratamento de dores da articulação temporomandibular (ATM).

Indicado, por exemplo, em: Pós-operatório, dor e inflamação, disfunção da ATM.

  • Díodo

Crianças e pacientes ansiosos

Sem a vibração da broca e, muitas vezes, com menos anestesia, os tratamentos com lasers de érbio tendem a ser mais bem tolerados por crianças e por adultos com receio do dentista.

Indicado, por exemplo, em: Odontopediatria, medo do dentista, sensibilidade à anestesia.

  • Er:YAG
  • Er,Cr:YSGG
  • Díodo

O laser complementa — não substitui — as outras técnicas.

Em cada caso, são explicadas as opções disponíveis, com e sem laser, para que a decisão seja sempre informada.

Benefícios

Mais precisão. Mais conforto.

Quando bem indicado, o laser permite tratamentos mais conservadores e uma recuperação mais tranquila.

  1. Menos anestesia

    Em muitos procedimentos, como a remoção de cárie com lasers de érbio, a necessidade de anestesia local é reduzida ou mesmo dispensada.

  2. Menos pontos

    Na cirurgia de tecidos moles, o laser corta e coagula em simultâneo, o que frequentemente dispensa suturas.

  3. Máxima preservação

    A remoção seletiva do tecido doente permite intervenções mais pequenas, preservando estrutura dentária saudável.

  4. Efeito descontaminante

    A energia laser reduz a carga bacteriana em bolsas periodontais, canais radiculares e superfícies de implantes.

  5. Recuperação mais confortável

    Menos sangramento e menos inflamação traduzem-se, regra geral, num pós-operatório mais tranquilo.

  6. Bioestimulação

    A fotobiomodulação favorece a cicatrização e ajuda a controlar a dor e a inflamação.

Segurança

Rigor em cada detalhe.

  • Proteção ocularPaciente e equipa usam óculos de proteção específicos para o comprimento de onda em utilização.
  • Parâmetros individualizadosPotência, frequência e refrigeração são definidas para cada tecido e cada procedimento.
  • Formação avançadaTratamentos realizados por uma médica dentista com formação pós-graduada internacional em lasers.
  • Indicação criteriosaO laser só é utilizado quando traz um benefício real para o paciente.

A consulta

Do diagnóstico ao acompanhamento.

  1. Avaliação

    Conversa sobre as suas queixas e expectativas, exame clínico e, quando necessário, exames complementares.

  2. Plano

    Explicação do diagnóstico e das opções de tratamento, com e sem laser, e do respetivo orçamento.

  3. Tratamento

    Realizado com o laser e os parâmetros adequados a cada tecido, com proteção ocular e o máximo conforto.

  4. Acompanhamento

    Indicações pós-tratamento claras e consultas de controlo para avaliar a cicatrização e o resultado.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns.

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O tratamento com laser dói?

A maioria dos pacientes descreve o tratamento como mais confortável do que as técnicas convencionais. Em muitos procedimentos — sobretudo na remoção de cárie com lasers de érbio — a necessidade de anestesia é reduzida. Sempre que necessário, a anestesia local continua disponível.

O laser é seguro?

Sim, quando utilizado por profissionais com formação adequada, com os equipamentos e os parâmetros certos. A luz laser usada em Medicina Dentária não é radiação ionizante, como os raios X. Durante o tratamento, paciente e equipa usam óculos de proteção específicos.

O laser substitui a broca?

Em muitas situações, os lasers de érbio permitem remover cárie sem recurso à broca. Noutras — por exemplo, na remoção de restaurações antigas em metal ou cerâmica — a broca continua a ser necessária. A escolha é feita caso a caso.

As crianças podem ser tratadas com laser?

Sim. A ausência de vibração e, muitas vezes, a menor necessidade de anestesia tornam o laser uma opção bem aceite pelas crianças, nomeadamente no tratamento de pequenas cáries e em frenectomias.

Posso fazer tratamentos com laser durante a gravidez?

Muitos tratamentos podem ser realizados com segurança durante a gravidez, mas cada situação é avaliada individualmente e, quando necessário, articulada com o médico assistente.

A recuperação é mais rápida?

Em procedimentos de tecidos moles, o laser reduz o sangramento e a inflamação, o que tende a tornar o pós-operatório mais confortável. O tempo de cicatrização depende sempre do procedimento e de cada pessoa.

Os tratamentos com laser são mais caros?

Depende do tratamento. O orçamento é sempre apresentado e explicado antes de iniciar qualquer procedimento.

Posso pedir uma segunda opinião?

Sim. Se já tem um plano de tratamento proposto e quer saber se o laser pode ser uma alternativa ou um complemento, pode pedir uma consulta de segunda opinião.

Consultas

Cada tratamento começa por uma avaliação cuidada.

Consulta em Lisboa, na White Clinic, e no Porto, no Instituto de Laser em Medicina Dentária. As marcações são feitas diretamente com cada clínica.